Consulta Psico

Agosto 28, 2008

Codependência !

Arquivado em: Relacionamentos — Tags: — paulovazz @ 3:57 pm

Recentemente, li um artigo interessante na www.WebMD.com que quero compartilhar. Como é o seu relacionamento?  Mãe e Filho? Pai e Filha? Duas Crianças? Pai e Mãe? Homem e Mulher? É equilibrado ou é uma codependência?

É muito bom ser gentil, acolhedor, empático, humanitário, saber cuidar. O que é ruim é ter que servir aos outros para se sentir inteira como pessoa. Quando Você tem baixa auto-estima, Você pensa que não é correto tomar conta de Você, ou mesmo ser assertivo. Encontrar sua identidade como um salvador ou um mártir não é saudável.

1. Você se empolga em auxiliar pessoas necessitadas?
Codependentes são mais orientados para a realidade de outras pessoas do que para a própria. Querem ser Madre Teresa de Calcutá, porém não sabem o que querem para si próprios. O grau de codependência pode ser definido por como Você faz o bem: sem pensar no retorno? Esperando algo em troca (fiz tudo por ele e ele não ouve os meus “conselhos”)?
2. Você facilmente se envolve na dor e problemas de outras pessoas?
Codependentes podem se tornar obcecados com a dor e o sofrimento de outra pessoa. Isto permite que se eles próprios se sacrifiquem. Empatia é bom, porém sentir mais dor do que quem realmente está sofrendo, é algo estranho.
3. Você tenta controlar alguém? Existe alguém tentando controlar Você?
Necessidade é uma característica da relação de codependência. A sua felicidade depender da outra pessoa estar aqui, agora. Não permitir que ela saia com amigos, ligar para verificar, ter que estar com Você todo o tempo: são comportamentos de controle. “Preciso que Você faça… “ contém uma ordem implícita.
4. Durante a maior parte do tempo, Você mais faz do que compartilha?
Qual a diferença entre um trabalhador e um workaholic? Motivação e conseqüências. Excessos de trabalho, de limpeza, perfeccionismo, religião, internet, são avisos. Sua família sofre pelo que Você vem fazendo? E Você?
Muitos codependentes foram as crianças favoritas por fazerem mais – tomar conta de um pai doente, tirar notas 10, limpar a casa. Sentem-se como se fossem um mártir, uma vítima, por estar fazendo tudo isso. Obtém um sentimento de gratificação, mas não é algo genuíno, da própria alma.
5. Você está sempre procurando aprovação e reconhecimento?
Baixa auto estima é uma característica de codependência. Vergonha é o cerne de toda a coisa. Crianças negligenciadas se vêem como estúpidas, sem valor, defeituosas. A mensagem que receberam na infância foi que não são importantes. Quando adultos, se julgam severamente. Caso sejam reconhecidas, se sentem envergonhadas. Tem dificuldade em pedir aos outros que satisfaçam suas necessidades. Não acreditam que têm valor ou que possam ser amadas.
Pergunte quem são: homens dirão sua profissão. Mulheres dirão seus papéis no relacionamento: esposa, companheira, mãe. Uma pessoa saudável diria que é independente e aventureira – se reconhece além de sua profissão e de seus relacionamentos.
6. Você faria qualquer coisa para manter um relacionamento? Você teme ser abandonado?
Durante a infância, o codependente se sente abandonado pelos pais e aprende a temer isto. Não sabem como interagir de forma construtiva com outra pessoa. Não conseguem expressar seus próprios sentimentos, ou mesmo uma diferença de opinião. Se sentem terríveis sobre si próprios, pensam que ninguém poderia amá-los.
Saindo de uma relação de codependência.
Primeiro, entender as raízes do problema. Freqüentemente o salvador se sente culpado sobre a situação. Há a necessidade de ir além das emoções e olhar a história de seu comportamento – examinar os fatos, escrevê-los, talvez preparar uma linha do tempo, perceber os padrões de comportamento.
Entrar em contato com a sua raiva é crítico para se recuperar. Culpa é algo vago e passivo e tende a paralisar Você. Provavelmente, Você está realmente muito zangado – sobre as antigas situações de sua infância. Raiva exigirá uma resposta, fará Você ficar ativo.
Buscar terapia pode dar a força para quebrar uma relação codependente. Terapia de grupo funciona bem. Você encontra pessoas, como Você, que podem pontuar o que Você está fazendo, e como elas também já o fizeram, suas palavras se tornam mais aceitáveis. Psicoterapia breve de família também é eficaz. Não há a necessidade de anos de análise. Foca-se na família, como afeta a todos. Trazendo-se todos juntos, equaliza-se coisas de um modo que ninguém se sente censurado.

Agosto 10, 2008

Pudim de Cachaça !

Arquivado em: Consciência, Relacionamentos — Tags:, , , — paulovazz @ 12:09 am

Nesta sexta, 08 de agosto, a Folha Online comentou sobre a Lei Maria da Penha, que pune com mais rigor as agressões contra a mulher no ambiente familiar. E lá estava um comentário de um juiz do Rio Grande do Sul, contrário a esta lei, que “recomendou às mulheres, como ’melhor forma’ de proteção contra a violência doméstica, não escolherem ‘homem bagaceiro e pudim de cachaça’ .

Sem entrarmos nos meandros juridicos, quero comentar esta escolha, não tão doce, e nem tão facilmente evitável. Por que alguém faria uma escolha que claramente implica em problemas futuros ? Várias as razões. 

Muitas vezes vemos no outro qualidades que nós queremos e acreditamos que ele tenha, quando realmente não as possui. O amor é cego, diz o provérbio. Queremos que o outro seja o Príncipe ou a Princesa e distorcemos nossa própria percepção.

Hoje, porém, vamos dar mais atenção a uma outra possibilidade – quando reconhecemos sim, os problemas do outro, por vezes sérios: alta agressividade, álcool, jogo, drogas, um histórico complicado de relacionamentos desfeitos. Contudo, acreditamos que o nosso amor irá auxiliá-lo a se corrigir, a evoluir, a se tornar uma boa pessoa.

De imediato, não estamos estabelecendo uma relação com a pessoa atual e sim com a pessoa futura, aquela que nos propomos a moldar. Em outras palavras, estamos nos relacionando com uma fantasia, com uma pessoa imaginada !

Mais ainda, as pessoas que se mantêm em padrões auto-destrutivos, normalmente se consideram vítimas: ou de uma família que não as compreende, ou de um chefe que as intimida, ou de doenças que lhes afligem. Encontram perseguidores os mais diversos pelo mundo afora. E se aparecem em suas vidas pessoas que as protegem, que aceitam seus comportamentos nitidamente errados, seus aspectos perversos, que as desculpam, que não as tratam com uma firmeza adequada, verdadeiros salvadores, forma-se uma ligação muito forte.

 E aqui retornamos ao ponto de como evitar tais escolhas. Quase todos conhecem aquela pessoa que abandonou um relacionamento para, pouco tempo depois, entrar noutro muito semelhante. Trocou seis por meia dúzia, dizem os amigos.

Ampliar a consciência, pensar em seus próprios valores. Perceber qual o seu comportamento na relação, qual papel desempenha. Trato o outro como se fosse um pai ou uma mãe (ou exijo do outro este tratamento ? Ou como se fosse um filho, uma filha ? Ou nosso relacionamento é maduro, equilibrado ? Estes questionamentos ajudam a ampliar a qualidade de nossas escolhas.

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